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Evo Morales pede melhor relação bilateral com os EUA

Presidente da Bolívia defende fim das relações de subordinação e de ingerência e pede respeito mútuo

AE-AP, Agência Estado

21 de maio de 2009 | 14h15

O presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs a um enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma mudança total nas relações bilaterais. A intenção de Evo é superar a crise diplomática das duas nações dos últimos oito meses. O secretário-adjunto de Estado dos EUA para o hemisfério ocidental, Thomas Shannon, assegurou que as negociações entre La Paz e Washington tiveram "um bom começo", após uma primeira reunião entre os governos.

"A visita de uma delegação deve ser para mudar toda a política de relações bilaterais com os Estados Unidos, para se ter relações não de subordinação nem de ingerência, mas relações de respeito mútuo", afirmou Evo a jornalistas, após se reunir com Shannon. O ministro das Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca, disse ontem que seu país espera que Obama corrija as "injustiças" de seu antecessor, George W. Bush, com a Bolívia. Bush excluiu o país de uma lista dos que cooperam na luta antidrogas e retirou preferências tarifárias para os bolivianos, após a saída do embaixador dos EUA de La Paz.

Evo e Shannon se reuniram hoje para discutir a crise derivada da expulsão do embaixador Philip Goldberg, ordenada pelo mandatário boliviano, que acusava Goldberg de conspirar com opositores. Evo sustentou que a cooperação norte-americana, sobretudo a financeira, deve ser "de Estado para Estado" e não "através de grupos que muitas vezes conspiram contra o governo". O presidente expulsou Goldberg em setembro, após o diplomata se reunir com líderes de regiões rebeldes autonomistas. Em retaliação, os EUA expulsaram o embaixador boliviano em Washington.

"Tivemos uma conversa importante para os EUA em prol de aprofundar a boa vontade entre os dois países", afirmou Shannon. "Temos muito trabalho, mas eu acredito que tivemos um bom começo e há boa vontade dos dois governos", afirmou. Choquehuanca antecipou que não deve ser firmado um acordo hoje, porque se trata de um primeiro encontro, que busca um novo marco de entendimento em temas como cooperação antidrogas, comércio e relações diplomáticas. Evo também suspendeu, em novembro, a agência norte-americana de combate às drogas (DEA) de atuar na Bolívia, mas expressou seu desejo de que a relação melhore com Obama.

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