Evo obtém maior votação da história boliviana em referendo

Com 99,9% das urnas apuradas, presidente tem 67% de apoio após consulta revogatória de mandatos

Agência Estado e Associated Press,

17 de agosto de 2008 | 15h55

O presidente boliviano, Evo Morales, atingiu o índice de respaldo eleitoral mais alto da história do país ao obter o apoio de 67% dos eleitores no referendo revogatório realizado na semana passada, segundo a apuração oficial, que já contabiliza 99,9% dos votos.   A contagem oficial da justiça eleitoral boliviana está prestes a ser declarada encerrada, ratificando em seus cargos Evo e seu vice-presidente Álvaro García, além de seis dos oito governadores que submeteram seus mandatos para aprovação do eleitorado.   Os governadores de La Paz e Cochabamba, de oposição, tiveram mandato revogado. Os governadores de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, que buscam a autonomia de suas regiões em aberta rebeldia contra o governo central, também foram confirmados e com altos índices de aprovação.   Rubén Costas, de Santa Cruz, conquistou 66% dos votos, enquanto Leopoldo Fernández, de Pando, alcançou 56%. Também foram confirmados no cargo os governadores de Oruro, Alberto Aguilar e de Potosí, Mario Virreira - este último com a votação mais alta, de 79%. La Paz e Cochabamba vão nomear governantes interinos até a convocação de eleições regionais - que ainda não tem data marcada.   Com esses resultados, Evo sai fortalecido do referendo e agora vê sua influência ampliar-se de dois para quatro Estados, enquanto a oposição caiu de sete para cinco. A governadora de Chuquisaca, Savina Cuéllar, que é de oposição, não passou pela consulta popular por ter sido eleita em junho.   O referendo foi planejado pelo presidente para por um fim em um prolongado confronto com seus opositores. No sábado, o presidente da Justiça Eleitoral do estado Santa Cruz, Mario Parada, anunciou que renunciará ao cargo por considerar que "o padrão eleitoral está sujo". Parada tomou a decisão depois que Costas baixou uma lei estadual que prevê a criação de um organismo eleitoral próprio.

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