Evo pedirá à ONU descriminalização do uso da folha de coca

Presidente boliviano defende planta 'sagrada e milenar' como parte da identidade cultural andina

Efe,

09 de março de 2009 | 19h35

O presidente da Bolívia, Evo Morales, viaja nesta segunda-feira, 9, para Viena para pedir pessoalmente à Comissão de Narcóticos da ONU (CND, em inglês) a descriminalização da folha de coca e defender os usos tradicionais da planta como parte da identidade cultural andina. Evo viajará nesta noite para a capital austríaca para participar, pela primeira vez, na sessão plenária da CND, que começará na quarta-feira. Em Viena, o presidente boliviano e ainda líder dos produtores de coca do país defenderá o consumo tradicional da considerada "folha sagrada e milenar" no mundo indígena andino. "É impossível terminar com o uso tradicional da folha de coca", afirmou nesta segunda Evo em La Paz, em entrevista coletiva com a imprensa internacional. Ele advertiu ainda de que o pedido da ONU para abolir o ato de mascar coca "é uma agressão ao movimento indígena e uma provocação" à sua cultura. Além de viajar para Viena, Evo anunciou que enviará uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para explicar a importância de a folha de coca ser retirada da lista de narcóticos da ONU. "Não somos da cultura da cocaína, e sim da cultura da folha de coca", disse o presidente, que defendeu que seu governo trabalha para "racionalizar" os cultivos de coca na Bolívia e em um plano para industrializar seus derivados com fins nutritivos, medicinais e "benéficos."

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