Evo reforma ministério para acelerar crescimento na Bolívia

Presidente boliviano diz que mudanças não afetam "diversidade" da equipe; quatro ministros são demitidos

Carlos Alberto Quiroga, REUTERS

24 de janeiro de 2008 | 08h54

O presidente da Bolívia, Evo Morales, demitiu na quarta-feira quatro de seus 16 ministros, em uma reforma que segundo ele se destina a acelerar o crescimento econômico. As mudanças, no início do terceiro dos cinco anos de mandato de Evo, atingiram as pastas do Planejamento, de Produção e Microempresa, de Obras Públicas e da Saúde. Os ministros da área política e o influente titular dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, não foram afetados. "Uma das tarefas é sobretudo chegar a 22 de janeiro de 2009 (fim do terceiro ano de mandato) com um crescimento econômico superior ao que tivemos até agora", disse Evo, que informou na terça-feira ao Congresso que o crescimento do PIB em 2007 foi de quase 4,3%. O presidente indígena lembrou que as mudanças não afetam a diversidade da sua equipe ministerial, em que há desde sindicalistas até políticos e tecnocratas, o que Evo definiu como "uma combinação entre a consciência social e a capacidade intelectual para nos complementar e servir ao povo". Evo, cuja principal medida econômica até agora foi a nacionalização dos hidrocarbonetos, aproveitou o ato noturno da reforma ministerial para conclamar os governadores opositores ao diálogo a respeito da disputa em torno da reforma constitucional, das autonomias dos Departamentos e da divisão da arrecadação de um imposto sobre o gás e petróleo. 

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