Evo segue na Presidência da Bolívia com 65% dos votos

Com 75% das urnas apuradas, presidente e vice mantém mandato; três governadores opositores são derrotados

Efe,

12 de agosto de 2008 | 13h17

Com cerca de 75% das urnas apuradas, o respaldo ao mandato do presidente boliviano, Evo Morales, subiu para 64,99% dos votos no referendo realizado no último domingo. Evo e o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, conseguem, por enquanto, um majoritário "sim" a seus mandatos com 1.618.278 votos, frente a 871.623 eleitores contrários à permanência dos dois no comando do país, diz um comunicado da Corte Nacional Eleitoral. O percentual é superior aos 53,7% obtidos pela chapa dos dois nas eleições presidenciais de 2005 (1.544.374 votos), quando Evo chegou à Presidência da Bolívia.  Os números parciais dos departamentos, com diferentes percentuais de urnas apuradas, revelam que Evo e García Linera vencem em La Paz (81%), Cochabamba (68%), Oruro (81%), Potosí (68%) e Pando (52%). Por outro lado, os votos contra os mandatos do presidente e do vice-presidente são maioria clara em Chuquisaca (52%), Santa Cruz (61,8%) e Beni (58,6%). Em Tarija, a única região onde a apuração foi concluída, a votação contra Evo é ligeiramente superior (50,1%) ao favorável (49,8%) por uma diferença de apenas 457 votos.  Por enquanto, os dados confirmam a revogação dos mandatos dos governadores opositores de La Paz, José Luis Paredes (62,3%), de Cochabamba, Manfred Reyes Villa (62,4%), e do governista de Oruro, Alberto Aguilar (52,9%). Os governadores ratificados são o governista de Potosí, Mario Virreira (60%) e os opositores de Santa Cruz, Rubén Costas (68%), de Beni, Ernesto Suárez (64,9%), de Tarija, Mario Cossío (58%), e o de Pando, Leopoldo Fernández (55,6%). A região de Chuquisaca não realizou o referendo departamental porque sua governadora, a opositora quíchua Savina Cuéllar, tomou posse em julho, após vencer uma eleição um mês antes depois da renúncia de seu antecessor.  Ainda na segunda, o governador do Departamento de Cochabamba nunciou que não deixará o cargo e iniciará uma batalha legal contra o referendo revogatório. Reyes Villa foi um dos três governadores que perderam o referendo. Segundo a lei de convocação do referendo, Reyes Villa deve deixar o cargo assim que o resultado oficial for divulgado e o presidente Evo apontar um governador interino.  Na noite de segunda-feira, Evo disse que representa toda a família boliviana e que não se curvará a interesses egoístas. O presidente pretende conversar com os governadores e outros movimentos sociais após o fim das apurações. Ele acrescentou que presidentes da Venezuela, Chile, Argentina e Equador lhe parabenizaram pela vitória e reafirmou seu compromisso de erradicar a miséria da Bolívia, que atinge um terço da população.  Evo interpretou o resultado da consulta como um aval para avançar em sua "revolução democrática" na Bolívia, embora os principais governadores da oposição também tenham sido ratificados. Entre seus próximos projetos estão aprovar, em referendo, uma nova Constituição e avançar nas nacionalizações. (Com Ruth Costas, de O Estado de S. Paulo) 

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