Evo sugere comissão para conciliar Constituição na Bolívia

Presidente e oposição se reúnem nesta quarta para criar grupo que analisará os textos propostos pelo governo

Agência Estado e Associated Press,

16 de janeiro de 2008 | 11h50

O governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, apresentou na madrugada desta quarta-feira, 16, numa reunião de conciliação com governadores opositores a proposta de criar uma comissão que compatibilize o novo texto constitucional elaborado pela situação com a autonomia buscada pelos departamentos (Estados).   Evo Morales chegou a ler o que seria o texto de "um grande acordo nacional" que contemplaria também a preservação da unidade nacional e o respeito às leis, mas vários governadores voltaram a rechaçar a proposta de constituição por considerá-la ilegal. "Não se sinta desprestigiado, presidente, se não assinamos agora o documento", afirmou o prefeito (governador) de Pando, Leopoldo Fernández, ante a insistência de Evo para que subscrevessem o documento.   Ao fim da reunião de oito horas, transmitida ao vivo pela tevê estatal, Evo anunciou que as partes se reunirão ainda nesta quarta para criar uma comissão que compatibilizará os textos. Mas o prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, foi menos conciliador. Ele disse que não viu avanço e que, portanto, o melhor seria que fosse convocado um referendo revocatório do mandato do presidente e dos prefeitos, como forma de dirimir o "empate catastrófico", como tem classificado a situação o vice-presidente Alvaro Garcia.   Costas mais os prefeitos de outros cinco dos nove departamentos, todos de oposição, não aceitam a nova constituição aprovada por partidários de Evo sem a presença de deputados opositores. O texto ainda tem de passar por dois referendos para entrar em vigor. Por seu lado, o governo considera ilegais e separatistas estatutos de autonomia aprovados por quatro departamentos do leste e sul da Bolívia, encabeçados por Santa Cruz.

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