Ex-agente de Pinochet é condenado à prisão perpétua no Chile

Um juiz chileno condenou à prisãoperpétua o ex-chefe da polícia secreta de Augusto Pinochet peloassassinato do antigo comandante do Exército Carlos Prats e suaesposa, Sofía Cuthbert, em Buenos Aires, há 34 anos. Acondenação é a maior até agora para crimes cometidos durante aditadura. Manuel Contreras, ex-chefe de operações da repressoraDireção Nacional de Inteligência Nacional (Dina), está presopor outros casos de violação aos direitos humanos durante aditadura militar que comandou o país entre 1973 e 1990. O magistrado Alejandro Solís anunciou a sentença deContreras pelo crime de homicídio qualificado de Prats eCuthbert, cujo carro foi alvo de um ataque a bomba, e aindadecretou a prisão de outros oito agentes da Dina envolvidos noataque. "Esta condenação faz justiça por tudo o que viveram nossospais", disse a jornalistas no tribunal Angélica Prats, uma dasfilhas do ex-chefe militar do ex-presidente Salvador Allende. O governo chileno destacou os avanços nos casos dedesrespeito aos direitos humanos no país. "Não é fácil investigar as causas de violações aos direitoshumanos, primeiro não se pôde porque havia uma ditadutra queimpedia, e depois nem sempre se contava com a colaboração ouinformação necessárias, por isso é muito importante que sepossa esclarecer todos os casos de direitos humanos", disse ajornalistas o ministro da Justiça, Carlos Malonado. Durante a ditadura, cerca de 3.000 pessoas foram mortas porrazões políticas e outras 28.000 sofreram torturas, incluindo aatual presidente Michelle Bachelet. (Reportagem de Erik López, com reportagem adicional deBianca Frigiani)

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