Ex-carcereiro de Betancourt pega 27 anos de prisão por tráfico nos EUA

Gerardo Aguilar Ramírez foi líder da Primeira frente das Farc durante dez anos

Efe,

22 de julho de 2010 | 20h04

WASHINGTON- O ex-guerrilheiro colombiano Gerardo Aguilar Ramírez, conhecido como 'César', foi condenado nesta quinta-feira, 22, por um tribunal americano a 27 anos de prisão acusado de ajudar no transporte de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

 

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Ramírez foi um dos 'carcereiros' da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, que passou anos como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Além disso, comandou por dez anos a primeira frente das Farc. No entanto, o ex-guerrilheiro foi condenado apenas pela acusação de tráfico de drogas.

 

A advogada de defesa, Carmen Hernández, pediu a pena mínima de 12 anos argumentando que outros membros das Farc receberam penas menores e que Ramírez, ao se declarar culpado, "economizou muito tempo, energia e dinheiro à corte e aos EUA".

 

Em resposta, o advogado da promotoria, Pablo Quiñonez, argumentou que Ramírez comandou "centenas de pessoas" e que as Farc são "uma organização perigosa que está envolvida no tráfico de drogas em grande escala".

 

O juiz considerou que Ramírez era um dos líderes guerrilheiros e supervisionou a produção e o tráfico de "toneladas e toneladas de cocaína" durante muitos anos.

 

O ex-guerrilheiro poderá aproveitar o tempo que já passou na prisão, quando foi detido em julho de 2008 na Colômbia, e somar com o bom comportamento para encurtar a sentença.

 

O juiz indicou que, uma vez cumprida a pena, Ramírez terá que cooperar com o Escritório de Imigração e Alfândegas americano em um eventual processo de deportação.

 

O guerrilheiro foi detido na Colômbia em 2008 durante a 'operação Xeque', quando o Exército colombiano libertou Betancourt, um grupo de 11 policiais e militares, e três americanos.

 

"É uma sentença forte, embora alguns digam que não é o suficiente. Mas é severa para uma pessoa que está com 50 anos de idade, em um país estrangeiro, e que não conhece ninguém e não tem nem um centavo", declarou Hernández à Efe.

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