Enrique Castro/Reuters
Enrique Castro/Reuters

Ex-chefe de inteligência de Fujimori é condenado a 25 anos de prisão

Vladimiro Montesinos e mais dezenas de militares são acusados por duas chacinas nos anos 90

AP,

01 de outubro de 2010 | 21h21

LIMA- Um tribunal condenou nesta sexta-feira, 1, a penas de entre 15 e 25 anos de prisão o ex-chefe de inteligência do Peru Vladimiro Montesinos, assim como três ex-comandantes militares e ex-membros de um esquadrão de extermínio do Exército peruano por sua responsabilidade em dois massacres e pela desaparição de um jornalista na década de 90.

 

Montesinos, ex-chefe de facto do Serviço de Inteligência Nacional (SIN), foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro e associação criminosa, assim como outros cinco militares.

 

Outros 23 processados, entre chefes militares e ex-membros do grupo conhecido como Colina, foram condenados a penas de entre 15 e 20 anos de prisão.

 

Os coacusados afirmaram que irão apelar da pena. Montesinos não se declarou de imediato. O ex-chefe de inteligência já cumpria uma pena de 20 anos de prisão por tráfico de armas à guerrilha colombiana, e outras penas menores por vários crimes de corrupção.

 

Os militares são acusados pelo massacre de 15 pessoas Barrios Altos, em 1991, incluindo uma criança de oito anos, e o assassinato de nove camponeses do vale do Santa, além do desaparecimento do jornalista Pedro Yauri, ambos ocorridos em 1992.

 

O grupo Colina foi um destacamento do Exército que funcionou clandestinamente nos primeiros anos do governo de Alberto Fujimori (1990-2000) como parte da estratégia de guerra contra grupos subversivos que assolavam o país.

 

Em abril de 2009, Fujimori foi condenado a 25 anos de prisão como coautor do massacre de Barrios Altos e de La Cantuta (1992), por haver permitido as operações do Colina.

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