Ex-militar da ditadura argentina é condenado à prisão perpétua

Segundo tribunal, Luciano Menéndez, o 'Cachorro', cometeu crimes contra a humanidade entre 1976 e 1983

estadao.com.br,

11 de dezembro de 2009 | 18h37

A Justiça da Argentina condenou à prisão perpétua nesta sexta-feira, 11, o general aposentado Luciano Menéndez por crimes durante a ditadura (1976-1983) e revogou a prisão domiciliar que havia sido concedida ao ex-militar em outros julgamentos, já que deverá cumprir a pena no cárcere comum, segundo a agência AFP.

 

Menéndez, de 82 anos, também conhecido como "Cachorro", já havia sido condenado por crimes contra a humanidade, "privação ilegítima da liberdade, lesões gravíssimas, imposição de tortura e homicídio", segundo documento da Justiça Federal da província de Córdoba.

 

Antes de ser condenado, em sua defesa, o ex-militar reivindicou a repressão ditatorial e disse que "os guerrilheiros estão agora no governo ocupando os cargos às custas dos que se sacrificaram".

 

Menéndez, que comandou o Terceiro Corpo de Exército durante a ditadura, está detido na prisão de Bouwer.

 

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina durante a última ditadura militar, embora organizações de direitos humanos afirmem que o número de vítimas tenha sido bem maior, de 30 mil.

 

A data da condenação de Menéndez coincide com o início de um julgamento histórico em Buenos Aires, que tem no banco dos réus o ex-capitão da Marinha argentina, Alfredo Astiz, e outros 18 acusados por 85 crimes cometidos durante o regime de facto.

 

(Com informações da agência Efe)

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