Ex-mulher de Chávez critica reforma constitucional

A ex-primeira-dama venezuelanaMarisabel Rodríguez criticou a reforma constitucional promovidapor seu ex-marido, o presidente Hugo Chávez, engrossando assima lista de ex-aliados que se voltaram contra a proposta. Primeiro foi o bloco parlamentar Podemos, depois um amigoíntimo de Chávez que havia sido seu ministro da Defesa. Agora éa vez da segunda ex-esposa dele atacar o projeto formalmentedestinado a implantar o socialismo no país -- mas que aoposição diz servir para perpetuar o presidente no poder. "Você está colocando numa balança todo o peso para um poderpresidencialista. Esse seria um dos gravíssimos erros, quedesequilibra totalmente os poderes; agora você está fazendo umaconcentração absoluta do poder", disse Rodríguez, 42 anos, nanoite de domingo ao canal privado de TV Globovisión,abertamente de oposição. A entrevista rompe um prolongado silêncio daex-primeira-dama, mãe de uma filha de dez anos com Chávez. Neste ano, ela se casou novamente e foi removida da direçãoda fundação de amparo infantil, tradicionalmente presididapelas primeiras-damas venezuelanas. Rodríguez disse que a reforma não responde aos verdadeirosproblemas venezuelanos e que seu objetivo é desviar as atençõesdos fracassos de quase nove anos de governo "revolucionário". "Para combater a corrupção, para combater a insegurança,para combater o desabastecimento, para combater o desemprego,para combater a improdutividade, você não precisa mudar aConstituição", disse Rodríguez, dirigindo-se ao ex-marido. A ex-primeira-dama participou da Assembléia Constituinte de1999, promovida por Chávez. "Alguém me explique se depois de nove anos não poderíamoster tirado um pouco o país da decadência para que agora medigam que é necessário fazer uma reforma", acrescentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.