Ex-paramilitar colombiano é condenado a 40 anos de prisão

Extraditado aos EUA, antigo chefe das AUC é acusado de matar 12; ele ainda terá que indenizar herdeiros

Efe,

15 de setembro de 2008 | 21h10

O ex-chefe paramilitar colombiano Salvatore Mancuso, extraditado aos Estados Unidos há quatro meses, foi condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato de 12 pessoas, 11 delas de uma mesma família, informaram nesta segunda-feira, 15, fontes judiciais de Bogotá. O antigo comandante máximo das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) deverá também pagar uma grande multa ao Estado e indenizar os herdeiros de cada uma das vítimas, que morreram em três casos separadamente em 1994 e 1997. Em comunicado divulgado em Bogotá, a Procuradoria Geral informou que a sentença foi dada em Medellín pela sala que processou Mancuso como indutor do extermínio de uma família e a morte de outra pessoa. Mancuso foi extraditado aos Estados Unidos em 13 de maio junto a outros 13 ex-comandantes das AUC, organização que se dissolveu em meados de 2006 após desarmar mais de 31 mil paramilitares. Os 14 enfrentam em cortes judiciais americanas processos por narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

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