Ex-paramilitar informa local de 300 cadáveres na Colômbia

Londoño entregou propriedades rurais e casas que serão usadas no processo de reparação

Associated Press,

29 de novembro de 2007 | 03h01

Ao menos 300 corpos de pessoas assassinadas estão em 11 covas comuns em uma região do noroeste da Colômbia, disse na quarta-feira, 28, o ex-chefe paramilitar Diego Fernando Londoño durante uma audiência na capital colombiana. "Revelamos a localização de 11 covas comuns, nas quais calculamos que há aproximadamente 300, 320 corpos de vítimas do conflito", disse o advogado Diego Alvarez. O depoimento de Londoño durou mais de seis horas. O ex-paramilitar entregou também propriedades rurais no departamento de Bolívar, assim como 80 casas que serão usadas no processo de reparação. Alavarez afirmou que solicitará permissão para as autoridades para que Londoño possa se reunir com uns 50 ex-subalternos para reconstruir ações nas quais morreram centenas de pessoas e assim entregar os dados para a justiça. Familiares das vítimas em Medellín, a 250 quilômetros ao noroeste de Bogotá, que compareceram a transmissão televisiva da versão de Londoño, exigem que ele seja levado para esta cidade, local onde deixou várias vítimas, desapareceu com várias mulheres" disse um dos entrevistados pela TV Caracol. Os ex-chefes militares que formaram as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) desmobilizaram mais de 31 mil combatentes ilegais ao longo de três anos de intensas negociações de paz com o governo de Alvaro Uribe. En Medellín, a segunda cidade do país, Salvatore Mancuso também admitiu o homicídio de 200 pessoas no Departamento de Santander por homens do bloco Catatumbo que estavam ao seu mando. Os assassinatos foram cometidos em distintas incursões no departamento. Funcionários judiciais, policiais e trabalhadores da estatal petrolífera Ecopetrol foram mortos.

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