Ex-presidente argentino De la Rúa será julgado por suborno

Mandatário durante os anos de 1999 e 2001 é acusado de ter pago senadores para que aprovassem lei

Efe,

21 de outubro de 2009 | 20h23

O ex-presidente da Argentina (1999 - 2001), Fernando de la Rúa será julgado por sua possível participação no pagamento de suborno a senadores durante seu governo, para que os parlamentares aprovassem uma reforma eleitoral. A decisão de mandar o caso aos tribunais foi tomada nesta quarta-feira, 20, por um juiz argentino.

 

A resolução foi tomada pelo juiz federal, Daniel Rafecas que enviou o parecer para o Tribunal Oral 3, para que este determine a data do início do processo.

 

"Não entendo o motivo de tanto escândalo se isso não muda nada; está sendo montado um escândalo nacional com a notícia. É um mero trâmite administrativo", afirmou nesta quarta, 20, o ex-presidente Fernando de la Rúa para algumas emissoras de televisão.

 

O juiz Rafecas também abriu processo contra nove ex-funcionários e antigos legisladores.

 

A Câmara Federal considerou em uma resolução que o pagamento de suborno no Senado em 2000 para aprovar uma reforma eleitoral "foi um ato do governo liderado por Fernando de la Rúa como presidente", que renunciou ao cargo em dezembro de 2001 em meio a uma profunda crise social e econômica no país.

 

Em novembro de 2007, o então secretário parlamentar Mario Pontaquarto, que revelou o escândalo, confirmou em uma acareação com De la Rúa que o ex-presidente subornou em U$ 4,3 milhões os senadores para que aprovassem a lei.

 

Fernando de la Rúa disse que não tem medo algum de ser preso por isto e acusou os juízes de não terem "coragem".

 

"Nada me vincula com os atos, mas estão supondo que eu deveria saber o que estava acontecendo por ser o presidente" disse Fernando de la Rúa ao canal C5N.

 

Também estão sendo processados o ex-titular da Secretaria de Inteligência de Estado (SIDE, serviço secreto), Fernando de Santibáñez e o ex-ministro do Trabalho, Alberto Flamarique, assim como Pontaquarto, que confessou ter levado dinheiro em uma maleta para fazer os subornos.

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