Ex-presidente argentino se nega a depor sobre crimes à Justiça

Carlos Menem é suspeito de envolvimento em casos de corrupção e atentados terroristas durante seu mandato

Efe,

09 de março de 2009 | 15h26

O ex-presidente da Argentina Carlos Menem negou-se nesta segunda-feira, 9, em um tribunal de Buenos Aires, a responder perguntas sobre suspeitas de envolvimento em irregularidades na investigação de um atentado terrorista e de corrupção na venda de um prédio público. Presidente de 1989 a 1999, ele limitou-se a apresentar documentos escritos nos quais se declara inocente das acusações. Menem deveria depor ao juiz federal Ariel Lijo pela suspeita de ter "obstaculizado" a investigação sobre uma possível cumplicidade da Síria no atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de Buenos Aires, que matou 85 pessoas em julho de 1994. Neste caso, a Justiça recolheu provas para exigir que Menem responda se ordenou o desvio de pistas relacionadas ao sírio Alberto Kanoore Edul, vinculado ao ex-diplomata iraniano Moshen Rabbani, apontado como o mentor do atentado. Por sua vez, o juiz federal Sergio Torres o tinha intimado a depor nesta segunda sobre a acusação de ter autorizado a venda "a um preço ínfimo" do terreno onde a Sociedade Rural Argentina construiu o prédio da Feira de Palermo, na zona norte de Buenos Aires.  Carlos Menem, de 78 anos, também é acusado de contrabandear armas ao Equador e à Croácia, entre 1991 e 1995, mas alegou razões de saúde para faltar em outubro do ano passado à primeira audiência sobre este caso, motivo pelo qual a Justiça lhe informou as acusações através de uma videoconferência. Ele foi internado duas vezes em 2008, primeiro por pneumonia e, depois, por estresse e anemia, segundo informaram seus porta-vozes.

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