Ex-refém acusa Ingrid de 'histórias falsas' sobre o cativeiro

Franco-colombiana 'é boa de teatro', diz Clara Rojas; ex-vice-candidata à presidência era mantida com Ingrid

Efe,

10 de julho de 2008 | 15h26

A ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara Rojas, que foi seqüestrada juntamente com Ingrid Betancourt pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), lamentou nesta quinta-feira, 10, as "histórias falsas" contadas pela ex-refém da guerrilha sobre si. Em referência à Betancourt e ao ex-senador Luis Eladio Pérez, libertado em janeiro passado, Rojas assegurou, em entrevista à emissora RCN, que "eles deviam ter sido solidários, e não foram." Veja também:'Vi emblema da Cruz Vermelha durante resgate', diz rebeldeChávez diz que Ingrid pediu sua ajuda em negociação com FarcIngrid: 'Com Farc alienadas, será fácil vencê-las'O drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  "Penso que o que passou, passou, e o que eles estão dizendo é totalmente falso. Dói na minha alma, porque não tenho nada contra eles", disse Rojas. A ex-refém referiu-se a declarações e entrevistas concedidas por Betancourt e Pérez e à saída do ex-senador da Colômbia esta semana por ameaças à vida. Rojas mencionou também uma reportagem em que o ex-senador disse que tinha lavado fraldas de Emmanuel, filho da ex-candidata à vice-presidência que nasceu em cativeiro.  Ela também falou sobre uma declaração de Betancourt a um canal de televisão de Paris de que teria salvado a vida a Emmanuel. "Não sei de onde eles tiram isso, mas Ingrid é boa de teatro", acusou Rojas, parecendo desconfortável. Rojas explicou que "o nível de proximidade, tanto de Luis Eládio (Pérez) quanto de Ingrid com Emmanuel era zero" e acrescentou: "Eles estavam na zona de fumantes e eu, na de não fumantes, e não tínhamos nada a ver." A realidade, segunda ela, "é que desde o momento em que soube que estava grávida até o momento do nascimento, eles estiveram muito afastados", e continuaram assim até quando os três foram separados. "Tento ser muito cuidadosa com o que falo do seqüestro", disse Rojas, que ainda afirmou que deseja "viver tranqüila". Betancourt e Rojas foram seqüestradas em 23 de fevereiro de 2002 no Departamento de Caquetá, sul da Colômbia. Clara Rojas foi libertada pelas Farc no dia 10 de janeiro e, desde então, vive em Bogotá com a mãe e com o filho, enquanto Betancourt, resgatada em uma operação do Exército no dia 2 de julho, viajou com a família dois dias depois para Paris.

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