Ex-refém das Farc deixa Colômbia alegando ameaças de morte

Luis Eladio Pérez, que ficou mais de 7 anos seqüestrado, não explica ameaças, mas diz que são 'muito factíveis'

Efe,

09 de julho de 2008 | 17h37

O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que permaneceu mais de sete anos seqüestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), deixou o país perante ameaças de morte recebidas nas últimas semanas, informou nesta quarta-feira, 9, a imprensa local. Seu irmão Sergio Pérez confirmou à emissora colombiana Caracol a saída do país de Luis Eladio e de sua família. Veja também:Ingrid: 'Com Farc alienadas, será fácil vencê-las'Novo líder das Farc aceita 'contato direto' com Álvaro UribeO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  Por sua vez, o jornal El Colombiano, de Medellín, informava nesta quarta que o ex-congressista confirmou sua partida nas próximas horas. "Já estou preparando os detalhes. Sei para onde vou, mas não vou tornar público", disse. "As ameaças são muito factíveis, mas não posso falar sobre seu conteúdo. Não vou me expor", acrescentou o ex-congressista. Pérez foi seqüestrado em janeiro de 2001 pelas Farc, e libertado em 27 de fevereiro. Ele foi na segunda-feira à Promotoria em Bogotá prestar depoimento contra os guerrilheiros Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César", e Alexander Farfán, chamado de "Enrique Gafas", detidos na operação de resgate que permitiu, em 2 de julho, a libertação de 15 reféns, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt. "Eles devem pagar primeiro por seus crimes de lesa-humanidade na Colômbia", disse, perante a possibilidade de que fossem extraditados aos Estados Unidos. "Ontem (segunda-feira) estive na Promotoria para prestar depoimento sobre Enrique Gafas e César, pois eles foram meus carcereiros. Foram eles que me torturaram, e eu não ia lá dizer que eram anjos, por medo", disse o político. Ele acrescentou ainda que "as Farc não lhe intimidam". "O único que me intimida é Deus, de resto ninguém", ressaltou Pérez, horas antes de deixar o país.

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