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Ex-refém das Farc não confirma tese de Uribe sobre Emmanuel

Presidente colombiano diz que filho de Clara Rojas está em Bogotá sob os cuidados do Estado

Efe,

03 de janeiro de 2008 | 15h25

O policial colombiano John Frank Pinchao, ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse nesta quinta-feira, 3, que não pode confirmar, nem negar, a hipótese do presidente Álvaro Uribe de que a criança em poder do Estado seja o filho da ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas.   Veja também:  Helicópteros para reféns das Frac voltam para a Venezuela   Pinchao, que esteve seqüestrado pelas Farc por mais de oito anos e fugiu em abril de 2007, disse em entrevista coletiva que conheceu Emmanuel, filho que Clara Rojas com um guerrilheiro, em 2004.   Essa criança, que as Farc tinham prometido libertar juntamente com sua mãe e com a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, aparentemente é um menor que está em Bogotá sob os cuidados do Instituto Colombiano do Bem-estar da Família (ICBF), de acordo com uma tese apresentada por Uribe na segunda-feira.   "Não posso afirmar nem negar esta hipótese. Há meios de se comprovar isso, como os exames de DNA", disse Pinchao.   A hipótese do presidente colombiano foi revelada na cidade de Villavicencio (centro) no dia 31 de dezembro, quando uma comissão internacional esperava a libertação de Rojas (seqüestrada em 2002), de Emmanuel e de González de Perdomo, refém desde 2001.   A libertação foi suspensa no mesmo dia pelas Farc, que argumentaram haver "intensas operações" militares no sudeste da Colômbia que comprometiam a segurança dos reféns.   O adiamento da missão humanitária foi comunicado em uma carta ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, responsável pelo planejamento da ação.   Uribe, entretanto, disse que as Farc não entregaram os reféns porque não têm Emmanuel em seu poder.   Segundo o presidente colombiano, um menino parecido com Emmanuel foi entregue ao ICBF em 2005 sob o nome de Juan David Gómez Tapiero.   A criança será submetida a um exame de DNA para saber se é o filho de Clara Rojas.   Pinchao disse nesta quinta, 3, que viu Clara Rojas pela primeira vez "em torno de 2003" no acampamento Caño Caribe e acrescentou que ele e outros policiais seqüestrados ficaram sabendo da gravidez em 2004, quando ouviram uma conversa entre guerrilheiros através de uma brecha nas paredes de madeira do cativeiro.   Segundo Pinchao, "a criança teve problemas quando nasceu e machucou um dos braços", o que coincide com a lesão que tinha o menino entregue ao ICBF em San José del Guaviare, capital do departamento de Guaviare (sudeste), situado em uma vasta zona selvagem, onde se achava que os seqüestrados seriam libertados.   O ex-refém também disse que Emmanuel ficou com Clara Rojas nos primeiros dias, mas depois foi tomado de sua mãe porque chorava muito e era difícil aquecer as mamadeiras, fazendo com que os próprios guerrilheiros criassem o menino.   Pinchao disse que, depois de uma caminhada de um mês, "no final de 2004", ele foi separado do grupo de Clara Rojas, que às vezes gritava para que os guerrilheiros a deixassem ver seu filho, "mas eles não a atendiam".   O procurador-geral colombiano, Mario Iguarán, disse na quarta-feira que José Crisanto Gómez, o homem que disse, primeiramente, ser o tio-avô do menor e depois alegou ser o pai do menino, afirmou que a criança "é das Farc".   Iguarán confirmou que Gómez está sob proteção oficial por causa de supostas ameaças das Farc.   Clara Rojas foi seqüestrada em fevereiro de 2002 junto com a candidata presidencial Ingrid Betancourt. Ambas foram incluídas pelas Farc em uma lista de 45 políticos, policiais, militares e americanos prisioneiros que pretendem trocar por 500 rebeldes presos.

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