Ex-refém das Farc pede que Brasil participe de mediação

Para Pérez, não há chance de diálogo entre governo e guerrilha, pois não existe confiança entre as partes

Efe,

16 de julho de 2008 | 07h32

O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que esteve seqüestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por mais de sete anos, se mostrou a favor da mediação internacional entre governo e guerrilha e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia participar das negociações. Veja também:'Não traí as Farc', diz carcereiro de Ingrid BetancourtO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  Pérez é contrário ao lançamento de uma ofensiva militar contra os grupos guerrilheiros colombianos. Entretanto, diz que não é possível dialogar diretamente com as Farc, como colocou o presidente colombiano Álvaro Uribe, porque não existe um clima de confiança entre ambas partes.  Pérez, que foi para a Miami após denunciar ameaças de morte que teria sofrido na Colômbia, também negou que pretenda pedir asilo político aos Estados Unidos e adiantou que na próxima semana se reunirá com a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt na França, recentemente resgatada das Farc graças a uma operação militar. "Com uma bomba matando a 'Mono Jojoy', e a todos os do secretariado (das Farc), acaba-se a miséria na Colômbia?", perguntou-se o advogado de 58 anos, libertado em 27 de fevereiro, em entrevista concedida a vários meios de comunicação. O ex-seqüestrado considerou que Uribe já implementou ações militares e o que "quer é arremeter com mais força" contra a guerrilha, uma atitude equivocada na sua opinião. "Uribe comete um erro ao pensar que única e exclusivamente se pode resolver o problema das Farc e da violência", disse Pérez ao declarar que há outras questões "estruturais de fundo" que também é preciso verificar.

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