Ex-refém diz que Farc podem entregar seqüestrados a Lula

Luis Eladio Pérez afirma que há operações em andamento para libertação de vários reféns da guerrilha

Efe,

10 de junho de 2008 | 17h37

O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que ficou quase sete anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse nesta terça-feira, 10, que a guerrilha cogita entregar seqüestrados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pérez, libertado em fevereiro passado, reiterou, antes de se reunir com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, que há operações em andamento para libertar vários seqüestrados.   Veja também: Chávez pede que novo líder das Farc liberte reféns sem troca O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     Ele especificou que, dentro de alguns dias, será anunciado se a guerrilha recorrerá a Lula, aos presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, ou ao próprio Uribe.   "O processo está em andamento e o país saberá muito em breve o local, as condições, as coordenadas e as pessoas às quais (os reféns) serão entregues, se a Lula, ao presidente Chávez, a Correa ou a Uribe", disse o ex-parlamentar aos jornalistas ao entrar na casa presidencial de Nariño.   Pérez indicou que entre os que seriam libertados estão a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, o ex-governador do departamento de Meta Alan Jara, o ex-parlamentar Óscar Tulio Lizcano e o ex-deputado regional de Valle del Cauca Sigifredo López.   O alto comissário para a Paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, participou da reunião de Luis Eladio Pérez com Uribe. Desde sua libertação, o ex-senador fez contatos em vários países para buscar um acordo humanitário para a troca de seqüestrados por guerrilheiros presos.   As Farc têm em seu poder um grupo de 40 políticos, soldados, policiais e americanos, os quais desejam trocar por 500 rebeldes presos, mas, para isso, exigem um acordo humanitário, condicionado a que o governo desmilitarize os municípios de Florida e Pradera (Valle del Cauca).   O ex-legislador considerou que uma libertação de seqüestrados seria um gesto das Farc para que o grupo seja retirado das listas internacionais de terrorismo.

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