Ex-repressor Antonio Bussi morre na Argentina

O ex-repressor argentino Antonio Bussi, que atualmente cumpria pena de prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade, morreu nesta quinta-feira de parada cardiorrespiratória em Tucumán, província no norte da Argentina que governou na ditadura e também em anos da democracia.

REUTERS

24 de novembro de 2011 | 21h02

Bussi, de 85 anos, assumiu o governo da província depois do golpe que levou ao poder a última ditadura militar (1976-1983), que sequestrou, torturou e assassinou cerca de 10 mil opositores, um número que poderia chegar a 30 mil pessoas, segundo organizações de direitos humanos.

Já em plena democracia, Bussi voltou à política e em 1995 conseguiu ser eleito governador de Tucumán.

Com a retomada dos julgamentos de repressores que haviam sido beneficiados por uma anistia nas décadas de 1980 e 1990, Bussi foi detido em 2003 e atualmente, enquanto era julgado por diferentes violações aos direitos humanos, estava sob prisão domiciliar.

A agência oficial de notícia Télam informou que a morte de Bussi aconteceu depois de vários meses lutando contra diversos problemas de saúde.

(Reportagem de Nicolás Misculin)

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