Ex-torturador argentino morreu envenenado por cianureto

Héctor Febres seria julgado nesta sexta-feira por ter realizado torturas e assassinatos durante a Ditadura

Ariel Palacios , O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2007 | 22h02

O ex-Chefe da Guarda Marinha Héctor Febres, um dos mais sádicos ex-torturadores da última Ditadura Militar (1976-83) morreu por causa de uma "elevada proporção" de cianureto. O anúncio foi realizado nesta quinta-feira, 13, por fontes da Justiça Federal na capital argentina, após a obtenção dos resultados da autópsia. As fontes indicaram que "ainda não foi possível determinar se a morte ocorreu por decisão própria ou se alguém o matou".  Febres, se estivesse vivo, sentaria nesta sexta-feira, 14, no banco dos réus para ouvir o veredicto do julgamento oral e público. Ele era acusado de ter realizado torturas e assassinatos na Escola de Mecânica da Armada (ESMA).  Nos organismos de defesa dos Direitos Humanos existem fortes suspeitas de que Febres, que estava detido em instalações das Forças Armadas, foi assassinado por ex-colegas militares. A teoria é que Febres, um dos principais seqüestradores de bebês, filhos das desaparecidas, poderia - na sessão do veredicto - revelar segredos que indicassem pistas para localizar as crianças seqüestradas há três décadas.  Com a morte de Febres a Justiça será obrigada a fechar várias investigações sobre o seqüestro de crianças. Febres morreu na segunda-feira, o mesmo dia da posse da nova presidente, Cristina Fernández de Kirchner.

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