Ex-vice de Chávez relaciona 'caso da mala' com banco argentino

Segundo Rangel, venezuelanos compram bônus da PDVSA e os trocam por dólares enviados ao exterior

Efe,

27 de agosto de 2007 | 20h27

O ex-vice-presidente venezuelano José Vicente Rangel disse no domingo, 26, que pode haver uma conexão entre o "caso da mala" e operações com bônus da estatal PDVSA realizadas por funcionários venezuelanos por meio de um pequeno banco argentino. Rangel expôs o assunto em seu programa dominical de televisão e comentou que o eixo da conexão poderia ser a filial em Caracas do argentino Banco del Sol. Segundo Rangel, que até janeiro foi vice do presidente Hugo Chávez, funcionários públicos venezuelanos compram bônus da estatal petrolífera venezuelana PDVSA e os trocam por dólares. Na seqüência, enviam o dinheiro para o Banco del Sol, na Argentina.  O Banco del Sol respondeu à denúncia afirmando que Rangel "fez confusão" com o nome do banco, já que existe outra entidade, com o mesmo nome, na Venezuela.  "Se forem atrás dessa pista, a informação leva diretamente à maleta", disse Rangel, em referência ao caso dos quase US$ 800 mil não-declarados encontrados por fiscais da alfândega argentinos com o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson. O "homem da mala" viajava com funcionários da PDVSA e da estatal petrolífera argentina Enarsa em um vôo fretado pelos argentinos. O "caso da mala" derrubou o diretor do Escritório de Controle de Obras Viárias da Argentina, Claudio Uberti. Na Venezuela, levou à renúncia do gerente-geral da PDVSA-América, Diego Uzcátegui, já que foi o seu filho, que estava no vôo fretado pela estatal argentina Enarsa, que fez com que Antonini embarcasse.  A Justiça e o Fisco venezuelanos já investigam o caso, assim como a Justiça argentina, que vai pedir uma ordem internacional de prisão de Antonini, atualmente com paradeiro desconhecido.

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