Exército boliviano alerta que não irá tolerar ações de radicais

País vive crise com confrontos entre partidários e opositores de Evo; Forças Armadas ainda não intervieram

Efe,

12 de setembro de 2008 | 16h15

As Forças Armadas da Bolívia advertiram nesta sexta-feira, 12, que não "tolerarão" mais a ação de grupos radicais, que provocaram conflitos no país e atentaram contra a segurança nacional, em meio à violenta onda de protestos registrada no país. "Advertimos que não vamos tolerar mais a ação de grupos radicais violentos que só estão gerando o enfrentamento entre bolivianos, provocando dor e luto entre irmãos e atentando contra a segurança nacional", disse o comandante-em-chefe das Forças Armadas, general Luis Trigo Antelo.  Veja também:Evo descarta repressão armada em meio à violência na BolíviaExército boliviano rejeita intervenção estrangeira Governo boliviano propõe diálogo com oposição Missão diplomática brasileira para Bolívia segue indefinidaChávez expulsa embaixador dos EUA da Venezuela Conflito deixa 8 mortos e Evo diz que 'paciência tem limite'Entenda os protestos da oposição na BolíviaEnviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia Imagens das manifestações   Antelo se pronunciou em coletiva de imprensa junto ao alto comando militar, na qual também rejeitaram a "intromissão" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em assuntos internos da Bolívia. Ele assinalou que qualquer movimento de tropas, material ou equipamento militar no país obedece a operações que têm o "único propósito de garantir a vigência do império da Carta Magna como é estabelecido por nossa missão constitucional." Alguns desses movimentos foram realizados nas últimas horas nos campos e poços petroleiros, onde a segurança oferecida pelo Exército até agora foi rechaçada por manifestantes que ocupam há vários dias uma grande quantidade de instalações. As Forças Armadas têm a ordem do presidente Morales de não usar armas de guerra contra os manifestantes, que suscitaram a onda de protestos há três semanas, bloqueando estradas e fechando fronteiras com Brasil, Paraguai e Argentina.  Trigo lembrou que durante os últimos 26 anos as Forças Armadas têm "garantido a democracia" e "o império da Constituição", por isso, respeitam o modelo democrático porque entendem que é o melhor sistema político de "convivência entre os homens." Ele afirmou que o fato de "não ter atuado com violência ou usado armas" contra o povo boliviano durante a onda de protestos, não significa que as Forças Armadas estejam contra a ordem constitucional. Segundo ele, em cumprimento da norma máxima, os militares garantirão o "patrimônio da nação, o funcionamento do aparelho estatal e dos serviços públicos assim como a conservação dos recursos estratégicos."

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