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Exército colombiano anuncia morte de três rebeldes das Farc

Há suspeita de que um dos guerrilheiros abatidos seja 'Genaro', chefe de uma das principais facções do grupo

Efe,

09 de março de 2008 | 15h48

Três guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram abatidos em combates pelo Exército no departamento de Huila, e, segundo informações de fontes militares divulgadas neste domingo, 8, há investigação para confirmar se um deles é o conhecido "Genaro", segundo no comando da Coluna Móvel Teófilo Forero, uma das células mais ativas e sanguinárias das Farc.  Veja também:Equador, Colômbia e Venezuela chegam a acordo no Grupo RioEquador desmente libertação iminente de Ingrid BetancourtAtaque às Farc fracassaria se Equador fosse avisado, diz Uribe Equador anuncia prisão de 5 membros das FarcDê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região  'É possível que as Farc se desarticulem'    Um porta-voz da 9ª Brigada do Exército, com sede em Neiva (capital de Huila), disse que os confrontos foram registrados no sábado na zona rural do município de Algeciras (400 quilômetros ao sudoeste de Bogotá). "Gernaro" é acusado de planejar atentados contra a ex-prefeita de Neiva, Cielo González, e o assassinato do ex-senador Jaime Lozada Perdomo, em dezembro de 2005. Este último, era o esposo da ex-congressista Gloria Polanco de Lozada, libertada em 27 de fevereiro após mais de seis anos de seqüestro. Crise Governantes aliados de esquerda do Equador, Nicarágua e Venezuela romperam relações com a Colômbia e condenaram a ação, que matou mais de 20 guerrilheiros, entre eles Raús Eyes, o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Equador e Venezuela também decidiram enviar tropas para suas fronteiras. Para Quito, o ataque foi uma violação da sua soberania, além de um "massacre". A Venezuela, solidária à Correa - um dos principais aliados de Hugo Chavez - , também expulsou o embaixador colombiano. A reação colombiana veio quando Uribe anunciou um processo contra Chávez na Corte Internacional de Haia por causa de seu suposto apoio às Farc. "O governo sob minha responsabilidade se propõe a denunciar à Corte Penal Internacional o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, para que explique o suposto delito de financiamento de genocidas", disse Uribe a jornalistas. "Não podemos permitir que país algum, que governo algum, se solidarize e se converta em cúmplice dos terroristas. Não somos belicosos, mas não somos fracos, não podemos permitir que terroristas estejam refugiados em outro país causando o derramamento de sangue de nossos compatriotas", advertiu. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Colômbia violou a soberania territorial do Equador, e que por isso Uribe deve desculpas a Correa. Embora a Colômbia tenha pedido desculpas ao Equador, Bogotá justificou sua ação militar como parte da luta contra o terrorismo, mas teve de ouvir protestos de vários países, inclusive Brasil, Argentina, Peru e Venezuela. Depois de dias de negociação, Equador e Colômbia deram declarações dizendo que a crise estava superada, mas, contradizendo as informações noticiaas, Correa afirmou neste sábado, 8, que não está pronto para reatar os laços com o país de Uribe.  

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