Explosão de bomba deixa 8 feridos em metrô de Santiago; governo culpa 'terroristas'

Uma explosão de uma bomba em um restaurante fast-food próximo a uma estação de trem subterrânea na capital chilena, Santiago, feriu oito pessoas nesta segunda-feira.

FELI, REUTERS

08 de setembro de 2014 | 16h41

"Às 14h um artefato explosivo foi detonado no centro (mini-shopping center) ao lado da estação de metrô, e no momento as investigações estão sendo feitas para determinar a origem", afirmou Mario Rozas, chefe de comunicação da polícia.

A explosão aconteceu na hora do almoço em um pequeno shopping center e praça de alimentação próximos à estação Escuela Militar do metrô no bairro residencial e comercial de Las Condes.

Duas pessoas ficaram gravemente feridas, afirmou um bombeiro, enquanto outras sofreram perdas de audição. Uma autoridade local presente na cena do incidente disse que um dos feridos era da Argentina.

"Este é um feito que tem todas as marcas de um ato terrorista", disse Alvaro Elizalde, ministro e porta-voz do governo.

"Não há dúvidas. (O ataque) foi conduzido com a intenção de ferir pessoas inocentes", afirmou.

O governo deve acionar leis antiterrorismo, acrescentou Elizalde. As leis normalmente garantem mais poderes aos promotores e permitem sentenças mais severas.

O ministro do Interior, Mahmud Aleuy, disse que a polícia acreditava que dois suspeitos armaram o dispositivo explosivo e fugiram em um carro. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

"Eu estava almoçando, ouvi o barulho e saímos para ver e vimos muita fumaça, pessoas correndo e gritando", disse Joanna Magneti, que trabalha no shopping center.

"Um rapaz estava gravemente ferido, e uma mulher tinha ferimentos na mão", afirmou.

O Chile comemora nesta semana o 41º aniversário do golpe militar de 1973, que removeu do poder o presidente socialista Salvador Allende. Tradicionalmente, a data é marcada por protestos que às vezes se tornam violentos.

Uma série de artefatos explosivos já foi instalada perto de bancos e delegacias de polícia nos últimos anos. Em um dos casos um membro de um grupo de anarquista foi morto e outro ficou ferido quando os dois tentavam acionar o dispositivo.

Em julho, um artefato incendiário explodiu em um trem subterrâneo sem que ninguém ficasse ferido.

O metrô estava operando normalmente após a explosão, embora a estação Escuela Militar estivesse fechada, afirmou a polícia.

(Reportagem de Felipe Iturrieta, Fabian Cambero e Anthony Esposito)

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