Exportação de gás boliviano ao Brasil foi normalizada

Estatal YPFB informa que exportação ao Brasil está normalizada, mas Argentina segue enfrentando escassez

EFE

13 de setembro de 2008 | 16h17

A exportação de gás natural para o Brasil foi totalmente normalizada, enquanto a Argentina continuará enfrentando a escassez do hidrocarboneto por alguns dias a mais, informou hoje a empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).   Veja também: Entenda os protestos da oposição na Bolívia Filas se formam em frente às distribuidoras de gás   Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA   O presidente da YPFB, Santos Ramírez, confirmou hoje em entrevista coletiva que o Exército tomou o controle das instalações e usinas petrolíferas que estavam ocupadas por grupos radicais opositores e várias operações começaram a ser normalizadas.   Segundo Ramírez, começaram a ser exportados hoje ao Brasil os 30 milhões de metros cúbicos diários de gás estabelecidos nos contratos com esse país, depois que foi encontrada uma solução à redução de três milhões de metros cúbicos que causou a explosão em um gasoduto do sul do país.   Na quinta-feira passada, também foi completamente resolvido um corte de outros 14 milhões de metros cúbicos causado por um incidente na manipulação de uma válvula em um gasoduto.   No caso da Argentina, a exportação foi reduzida a 1,2 milhão de metros cúbicos diários, frente aos dois milhões enviados há vários meses e que já refletiam uma substancial diminuição frente aos 7,7 milhões fixados no contrato bilateral.   Ramírez disse que esperam que nos próximos dias a situação da exportação à Argentina seja regularizada, uma vez que superem as dificuldades que se mantém em um campo do sul do país chamado Vuelta Grande, ocupado por manifestantes.   Há dois dias, o Exército boliviano reforçou o controle de várias instalações petrolíferas com o objetivo de resolver os conflitos, que afetam, além disso, o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

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