Expulsão de deputado não afeta laços com Espanha, diz Chávez

Presidente venezuelano afirma que incidente foi produzido 'de maneira proposital' por 'eurodeputado indigno'

Agências internacionais,

14 de fevereiro de 2009 | 17h05

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado, 14, que espera que o "lamentável incidente" envolvendo a expulsão, por parte de seu governo, do eurodeputado espanhol Luis Herrero "não prejudique" as relações com a Espanha. "Tenho fé em que este lamentável incidente produzido de maneira proposital por esse indigno eurodeputado não prejudique em nada as excelentes relações que temos com o governo espanhol e muito menos com o povo espanhol", afirmou Chávez em entrevista coletiva, na qual ressaltou que a Venezuela "exige respeito."   Veja também: A dinastia Chávez  Conheça os programas sociais apoiados por Chávez Veja os possíveis cenários criados pelo referendo Processos eleitorais na Venezuela na presidência de Chávez   Luis Herrero, membro do partido conservador espanhol PP, foi deportado na sexta-feira depois que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) o acusou de questionar a imparcialidade da instituição antes do referendo de domingo que pode permitir a Chávez permanecer no cargo indefinidamente.    O espanhol estava na Venezuela para acompanhar a votação. O presidente venezuelano disse que lamentava que o eurodeputado tenha vindo "desrespeitar a Venezuela e suas instituições", ao se referir às supostas declarações de Herrero contra o processo eleitoral venezuelano.   Pouco antes da declaração de Chávez, a Espanha disse estar preparando uma queixa oficial contra o governo venezuelano. Questionado sobre os demais membros da delegação do Grupo Popular Europeu que estão na Venezuela, o presidente afirmou: "Seus status são de homens livres. Todos os que vêm (a este país) são homens livres, mas devem respeitar a Constituição e as leis de nosso país."   Ainda sobre a expulsão do eurodeputado, Chávez leu declarações feitas pela secretária de Relações Internacionais do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Elena Valenciano, que disse que "os observadores internacionais não podem intervir durante um processo eleitoral."   A dirigente socialista ressaltou que se o eurodeputado espanhol fez declarações sobre o processo em andamento, "teria descumprido o código de comportamento". Ao encerrar a leitura, Chávez expressou sua "satisfação" com o "bom julgamento de uma líder do PSOE", e destacou que esta é "a verdadeira alma da Espanha que queremos."   As relações da Venezuela com a Espanha tiveram seu ponto crítico em 2007, quando Chávez ameaçou rever acordos diplomáticos e comerciais depois de ouvir um "cala a boca" do rei espanhol Juan Carlos durante uma cúpula. O impasse foi oficialmente superado em 2008, com uma visita oficial de Chávez à Espanha, onde ele cumprimentou o rei e discutiu acordos para investimento no setor petroquímico com o primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero.  

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