Facilitações para liberar reféns das FARC não são fraqueza, diz Uribe

Missão partirá do Brasil para resgatar dois militares na selva colombiana

26 de março de 2010 | 22h31

Efe

 

BOGOTÁ- O presidente colombiano Álvaro Uribe afirmou nesta sexta-feira, 26, que as facilidades concedidas às FARC para que a guerrilha libere dois reféns não são sinais de "fraqueza ou apaziguamento".

 

Veja também:

linkSenadora colombiana chega ao Brasil para resgatar reféns das FARC

linkLibertação de reféns das Farc é adiada

 

Uribe reiterou que o governo mantém as facilitações para a liberação do sargento Pablo Emílio Moncayo e do soldado Josué Daniel Calvo, após uma conferência de segurança realizada no porto de Buenaventura, no sudeste do país.

 

"Hoje reiteramos que essas facilidades sejam dadas. Que não nos deem mais desculpas. Que os liberem, E que digam a verdade ao país: se é que tem os restos do major Guevara (Julián, morto em cativeiro em 2006), que não nos enganem. Nós conhecemos todas as mentiras", advertiu o presidente.

 

Em referência ao atentado em Buenaventura que deixou 10 mortos e 58 feridos, Uribe afirmou que as FARC tentam, por meio de atos terroristas, provocar o governo para que as liberações de Moncayo e Calvo não ocorram.

 

O governante atribuiu o atentado de quarta-feira à frente "Manuel Cepeda" das FARC, facção alimentada pelo narcotráfico, segundo o presidente.

 

Missão

 

A senadora colombiana Piedad Córdoba, que lidera os esforços para a libertação de reféns das FARC, chegou no norte do Brasil, de onde partirá uma missão que receberá os dois reféns mantidos pela guerrilha na região de floresta da Colômbia.

 

O governo brasileiro, que no início de 2009 participou da missão de entrega de outros seis reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, emprestará dois helicópteros e os militares para a missão humanitária.

 

Segundo a delegação regional do CICV no Brasil, o avião pousou em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, por volta das 19h30 (horário de Brasília), trazendo de Bogotá a senadora do Partido Liberal, o bispo da região de Magangué, monsenhor Leonardo Gómez Serna, um integrante da organização "Colombianos e Colombianas pela Paz" (CCP), Hernando Gómez, além da delegada do CIVC na Colômbia, Roberta Falciola.

 

A expectativa é de que a ação humanitária aconteça em duas etapas, uma no domingo e outra na terça-feira, em duas localidades colombianas diferentes - Villavicencio e Florencia - uma para cada refém.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.