Família crê no governo colombiano e pedirá guarda de Emmanuel

O irmão de Clara Rojas, uma políticamantida refém pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(Farc), afirmou na sexta-feira que acredita no resultado dosexames de DNA apresentados pela Procuradoria Geral do país. Segundo esses exames, um menino encontrado em um orfanatopúblico é o sobrinho dele chamado Emmanuel. O tio do garotodisse que a família tentará obter a guarda dele. Iván Rojas respondeu "claro que sim" quando questionadosobre se confiava nos resultados de um exame de DNA realizadona Colômbia, resultados esses divulgados pelo procurador-geraldo país, Mario Iguarán. "Lógico (que vamos pedir a guarda). Temos apenas de cumpriralguns requisitos e procedimentos do sistema de adoção. Quandoforem concluídos os exames (de DNA) a serem realizados naEspanha, então os procedimentos se iniciarão", disse o irmão deRojas. As Farc prometeram entregar ao presidente da Venezuela,Hugo Chávez, Clara Rojas, o filho dela de 3 anos de idadenascido em cativeiro e fruto de uma relação com umguerrilheiro, e a ex-congressista Consuelo González. A operação de libertação dos reféns foi suspensa nasegunda-feira depois de a guerrilha ter dito que combates com oExército e ações militares impediam a entrega dos três, um atode boa vontade para com Chávez depois de o dirigente ter sidoafastado dos esforços de mediação pelo presidente colombiano,Alvaro Uribe. Chávez tentava garantir a libertação de 47 reféns, entre osquais a ex-candidata à Presidência da Colômbia IngridBetancourt. O governo colombiano negou a ocorrência de combates e deoperação militares. Ao mesmo tempo, Uribe provocou surpresa ao afirmar que asFarc não entregaram os reféns porque não tinham sob seu poder omenino, repassado pela guerrilha a um agricultor e que está sobcustódia do serviço social do país desde 2005, quando recebeutratamento médico em um hospital. Iván Rojas afirmou que, apesar de a família estar contentecom o fato de o sobrinho ter aparecido, todos continuam tristesdevido ao sequestro da irmã, sob poder das Farc desde 2002. "Temos dois sentimentos. Um de alegria pelo menino e um detristeza pela mãe dele. Agora, mais do que nunca, pedimos queas Farc libertem Clara, pois é um direito fundamental umacriança ter sua mãe ao lado dela", afirmou. "Quando ela estiver livre e estiver com o filho dela, entãopoderemos dizer que a alegria é plena. Até lá, não",acrescentou. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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