Família exige corpo de 'Tirofijo', diz militar colombiano

Comandante do Exército da Colômbia afirma que não se sabe aonde está o corpo do ex-líder máximo das Farc

Efe,

26 de maio de 2008 | 14h26

A família de Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", o fundador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), está "pedindo seu corpo", afirmou o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León. "Não sabemos em que lugar ficou (seu corpo). O que sabemos é que a família está suplicando para que o entreguem", disse a autoridade militar em entrevista publicada nesta segunda-feira, 26, pelo jornal de Bogotá El Tiempo. Veja também:Morte de Marulanda mergulha Farc em dúvidasColômbia duvida que chefe das Farc tenha morrido por enfarte'Alfonso Cano', o novo líder das FarcPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região  Timochenko confirma a morte de Tirofijo   As Farc confirmaram no domingo a morte de Tirofijo por meio de um vídeo divulgado pela emissora venezuelana Telesur no qual aparece Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", membro do Secretariado, hierarquia máxima da organização. Tirofijo morreu no dia 26 de março, anunciou Timochenko, que confirmou, desta forma, a informação que antes tinha sido divulgada pelo ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. O líder rebelde, que tinha quase 80 anos, morreu em decorrência de um ataque cardíaco, segundo a guerrilha. No entanto, segundo Santos, nas datas próximas à morte de Tirofijo houve "três bombardeios fortes" em uma zona divisa entre os departamentos de Meta e Huila, no sul do país, onde as forças militares pensavam que estaria o líder das Farc. O general Padilla de León disse na entrevista que um total de 626 granadas de morteiro foi usado pela artilharia do Exército para atacar os acampamentos nos quais pensava-se que Tirofijo estaria desde fevereiro. "Deste armamento, 189 granadas foram dirigidas contra 160 alvos pelos quais tivemos informação de que Tirofijo se movimentava", disse o comandante das Forças Militares colombianas. Os aviões, acrescentou o oficial, "lançaram 114 bombas contra 50 alvos, 20 dos quais foram atacados entre 20 e 29 de março com 48 bombas". Segundo Padilla de León, após essa ofensiva e a morte de vários de seus líderes, há entre os rebeldes "uma divisão e um vazio físico que se soma ao problema de comunicação." Perante esse vácuo, o alto militar colombiano se perguntou quem teria nomeado Guillermo León Sáenz, conhecido como "Alfonso Cano", para substituir Tirofijo como comandante geral das Farc.  O general também indicou que o fundador das Farc, que perdeu várias oportunidades para fechar acordos de paz, "passará à história como o homem mais desprezado pela sociedade e como o símbolo do seqüestro e do narcotráfico."

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