Família mexicana é morta em suposto ataque de vingança

Pistoleiros relacionados ao narcotráfico mataram a mãe, o irmão e a irmã de um fuzileiro naval mexicano que morreu depois de participar de uma operação que matou um chefão das drogas, disse a polícia nesta terça-feira.

REUTERS

22 de dezembro de 2009 | 17h46

No que parece ser um ataque de vingança pela operação da Marinha na semana passada, pistoleiros invadiram a casa da família, na cidade de Quintin Arauz, no Estado de Tabasco, pouco antes de meia-noite de segunda-feira, disparando tiros.

"Eles partiram a porta com um machado e metralharam a sala e os quartos", disse Saturnino Dominguez, o vice-comandante da polícia local.

Um quarto membro da família também morreu, enquanto outro ficou ferido.

Apesar de enviar 49 mil soldados por todo o México, as mortes relacionadas ao narcotráfico aumentaram em 2009 para um recorde de 7.000, e tortura, decapitações e outras atrocidades viraram coisa comum.

O presidente Felipe Calderón condenou o ataque à família em Quintin Arauz, dizendo: "Não devemos temer esses criminosos inescrupulosos que cometem barbaridades como esta".

O tiroteio aconteceu horas depois do funeral do fuzileiro naval das forças especiais Melquisedec Angulo, que morreu de ferimentos causados durante o ataque que matou Arturo Beltran Leyva, chefe do cartel que levava seu nome, e cinco de seus guarda-costas na semana passada.

Angulo, que foi atingido por uma granada durante a operação, foi visto como um herói, o que fez de sua família um alvo fácil.

Soldados mexicanos geralmente trabalham mascarados em operações contra cartéis de drogas para manter suas identidades secretas.

(Reportagem de Luis Manuel Lopez)

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