Família pede e amigos suspendem ato por Paula no Recife

Manifestação organizada por conhecidos e ONGs de direitos humanos estava prevista para a tarde desta 2ª

Agência Estado,

16 de fevereiro de 2009 | 10h18

A manifestação de solidariedade à advogada Paula Oliveira marcada para a tarde desta segunda-feira, 16, no Recife por amigos, professores e entidades de defesa dos direitos humanos foi suspensa. A decisão foi acata a pedido do pai da pernambucana, Paulo Oliveira. "Os familiares pediram a suspensão de qualquer tipo de manifestação ou declaração até que tudo seja esclarecido", disse, por telefone, Marco Aurélio Peixoto, amigo e ex-colega de Paula na Faculdade de Direito do Recife e um dos organizadores do ato. "Ficamos agora no aguardo da sua chegada, aqui ela estará segura".   Paula afirma ter sido alvo de um ataque de skinheads em uma estação ferroviária nos arredores de Zurique na semana passada. Ela disse ainda que estava grávida de gêmeos quando foi agredida e que abortou depois do incidente. Dias depois da denúncia, investigadores suíços negaram que Paula estivesse grávida e disseram que os ferimentos teriam sido autoinfligidos.   O Itamaraty quer que a família de Paula decida rapidamente se a brasileira deixará Zurique antes da abertura de um eventual processo penal, ou se enfrentará as investigações até o fim, mantendo sua versão. Mas o pai da advogada já deu sinais de que deseja voltar para casa o mais cedo possível. Em uma longa conversa com a família de Paula, a cônsul do Brasil em Zurique, Vitória Clever, afirmou que poderia organizar a saída de Paula antes que a investigação fosse concluída e o possível processo penal, instaurado."Ela é uma pessoa livre, mas a decisão terá de ser da família", afirmou Vitória ao Estado. Neste domingo, a diplomata recebeu uma orientação do gabinete do chanceler Celso Amorim pedindo uma solução rápida para a crise, capaz de reduzir as consequências políticas do caso.   A segunda - e menos provável - alternativa da família da brasileira seria manter a versão inicial de Paula e enfrentar a investigação. "Temos de tirar ela (Paula) dessa tormenta", disse o pai da suposta vítima. "Não tenho por que desconfiar de sua versão. Vitória teme que, caso permaneça na Suíça, a família não consiga desmentir o laudo médico. Segundo Vitória, é necessário um segundo exame, dessa vez feito no Brasil. "Precisamos de um laudo que possa questionar essa perícia da polícia", disse.   (Com Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo)

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