Familiares de reféns confiam em fórmula de Chávez

Presidente venezuelano aprensenta plano de resgate dos três seqüestrados e pede autorização da Colômbia

REUTERS

26 de dezembro de 2007 | 17h54

Os parentes de três reféns da guerrilha colombiana Farc disseram nesta quarta-feira, 26, que estão otimistas com o esquema preparado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para receber os seqüestrados. Fontes do governo da Colômbia informaram que Uribe e seus colaboradores mais próximos começaram a analisar a proposta de Chávez para receber os reféns. Veja Também:Chávez espera 'sinal verde' de Uribe para libertação de refénsLibertação será em caravana aérea, diz ChávezCom Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimista Cronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdadeEntenda o que são as Farc O plano anunciado por Chávez envolve representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador e França, que viajariam numa caravana de aviões e helicópteros da Venezuela até a cidade colombiana de Villavicencio. Da cidade colombiana, embarcariam em helicópteros com emblemas da Cruz Vermelha Internacional até um ponto não revelado da selva, onde recolheriam os reféns e os levariam a Villavicencio ou diretamente a território venezuelano. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram há uma semana a intenção de libertar as reféns Consuelo González e Clara Rojas, além de Emmanuel, filho de Clara nascido no cativeiro há cerca de três anos. Seria a mais importante libertação unilateral de reféns na história da guerra civil colombiana, que já dura mais de três décadas. "Esperamos que o presidente (da Colômbia, Álvaro) Uribe receba (o esquema de Chávez) bem. Não acho que haja inconveniente. Estamos otimistas de que tudo terminará bem", disse Iván Rojas, irmã de Clara Rojas, assessora da candidata a presidente Ingrid Betancourt, registrada como sua vice nas eleições de 2002. "Agradeço a todos os países que colaboraram e desde já agradeço muito ao governo colombiano, porque sei que dará toda a colaboração, e adoro ouvir o presidente Chávez num tom tão conciliador, porque uma das coisas que queremos é que esse gesto sirva para que as relações se ajeitem", disse Patrícia Perdomo, filha de Consuelo. Chávez tentava mediar a troca de 47 reféns das Farc por centenas de guerrilheiros presos, mas Uribe o afastou desse processo devido a um desentendimento protocolar. "O presidente Uribe e todo o governo colombiano estão comprometidos com esse tema, eles nos informaram que não vão fazer nada para que sofram danos, querem que nossos familiares regressem à liberdade e sabemos que será dada essa autorização", disse Patrícia.

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