Farc aceitam protocolo para libertação de reféns

A guerrilha Farc aceitou o protocolo de segurança definido entre o governo colombiano e a Cruz Vermelha Internacional para a libertação de cinco reféns, a serem entregues nos próximos dias em três lugares diferentes da floresta, disse na sexta-feira a ex-senadora Piedad Córdoba.

REUTERS

28 de janeiro de 2011 | 17h32

Ela disse que será informada nas próximas horas pelas Farc, maior guerrilha do país, sobre os locais onde os reféns -- três agentes da polícia e do Exército e dois vereadores -- serão soltos.

"O protocolo foi aceito pelas Farc, não há inconveniente, vai ser publicado pela Cruz Vermelha", disse Córdoba a jornalistas, esclarecendo que os reféns já estão nas áreas onde serão soltos.

A política, que teve seu mandato cassado em setembro, sob a acusação de colaborar com a guerrilha, disse que o Brasil oferecerá para a operação dois helicópteros Black Hawk, com as respectivas tripulações, que chegarão à Colômbia horas antes da entrega dos reféns.

As Farc anunciaram em dezembro a intenção de libertar unilateralmente os cinco reféns. No último dia 11, o governo e a Cruz Vermelha definiram as condições de segurança para a operação, o que inclui a suspensão de operações militares e de sobrevoos durante 36 horas nas zonas estabelecidas.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a ter mais de 60 reféns de caráter político. Alguns foram libertados unilateralmente nos últimos anos, e outros foram soltos em operações militares, como é o caso da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

O governo acusou no passado a guerrilha esquerdista de usar os reféns e suas libertações para obter protagonismo em nível nacional e internacional, e para melhorar sua imagem.

Além de buscar a libertação de reféns, Córdoba tenta também promover uma negociação de paz que ponha fim a uma guerra civil de mais de 45 anos.

Mas o presidente Juan Manuel Santos já descartou a possibilidade de negociar um acordo humanitário com as Farc, e condicionou o início de um diálogo à libertação de todos os reféns, à suspensão de hostilidades e a uma decisão da guerrilha de entregar suas armas.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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