Farc acusam carcereiros de permitirem fuga de reféns

Guerrilha diz que libertação de Ingrid resultou 'da traição e desprezível conduta' de César e Gafas

Efe,

11 de julho de 2008 | 14h06

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) declararam nesta sexta-feira, 11, que a operação de resgate que permitiu a libertação de 15 de seus reféns não foi uma libertação, mas sim uma fuga e acusaram os guerrilheiros que vigiavam os seqüestrados de permitirem isso.   Veja também: Ex-refém acusa Ingrid de 'histórias falsas' sobre o cativeiro 'Vi emblema da Cruz Vermelha durante resgate', diz rebelde O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt O seqüestro de Ingrid Betancourt    "A fuga dos 15 prisioneiros de guerra, na quarta-feira passada, dia 2 de julho, foi conseqüência direta da desprezível conduta de 'César' e 'Enrique', que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança que se depositou neles", diz um comunicado da guerrilha que foi divulgado hoje, mas que tem data de 5 de julho.    O comunicado é o primeiro da guerrilha depois da "Operação Xeque" que pôs em liberdade a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e 11 soldados e policiais, no último dia 2 de julho No texto, divulgado no site da Agência Bolivariana de Notícias (ABP), a guerrilha reitera sua vontade de chegar a um acordo humanitário com o governo colombiano.   "Mantemos vigente nossa política de tentar acordos humanitários que alcancem a troca e, além disso, protejam a população civil dos efeitos do conflito", assinala. As Farc advertem que, "insistindo no resgate como único meio, o governo deve assumir todas as conseqüências de sua temerária e aventureira decisão."   Os dois guerrilheiros mencionados no comunicado e acusados de traição são Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como César, e Alexander Farfán Suárez, Enrique Gafas, que eram responsáveis pelo grupo de reféns e foram detidos na operação de 2 de julho. Na quarta-feira, autoridades dos Estados Unidos pediram às colombianas a extradição de César e de Gafas.  

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