Farc admitem morte de líder em operação do Exército colobiano

Martín Caballero morreu no dia 25 de outubro em uma operação do Exército no litoral norte da Colômbia

Efe,

31 de outubro de 2007 | 00h58

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmou a morte de seu principal líder no litoral norte colombiano, Martín Caballero. Segundo o comunicado divulgado pela internet nesta terça-feira, 30, ele morreu no dia 25 de outubro em uma operação do Exército. As Farc afirmaram que Caballero, cujo nome real era Gustavo Rueda Díaz, morreu com outros 19 rebeldes. A operação reuniu 6 mil soldados nos Montes de María (departamento de Bolívar, 800 quilômetros a norte de Bogotá). "Vinte espartanos das Farc caíram nos Montes de María, quando enfrentavam uma matilha de 6 mil soldados das Forças Armadas, numa proporção de um guerrilheiro contra 300 adversários, artilharia pesada e aviação", diz o comunicado assinado pelo Bloco Caribe. Martín Caballero dirigia a divisão das Farc. As Farc não admitiram a morte de outros dois grandes líderes que, segundo o Exército, foram abatidos este ano em combates. Um deles é Tomás Medina Caracas, o "Negro Acacio", chefe da frente 16 e responsável pelo milionário negócio das drogas, supostamente abatido dia 1 de setembro. O outro seria Milton Sierra Gómez, o "J.J.", que mantinha 11 deputados em cativeiro desde 2003, todos mortos em junho, o mesmo mês da morte do líder rebelde. No comunicado, as Farc insultam o atual ministro de Relações Exteriores, Fernando Araújo, que esteve seqüestrado durante seis anos pelo grupo de Martín Caballero.

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