Farc chamam anúncio da morte de Ríos de 'dramalhão sórdido'

Segundo os rebeldes, agentes do narcotráfico fizeram um plano para propagar que o grupo está se partindo

Efe,

11 de março de 2008 | 15h06

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chamaram nesta terça-feira, 11, de "dramalhão sórdido" do governo colombiano as informações sobre "a morte" de Ivan Ríos, um dos sete secretários da liderança do grupo guerrilheiro, morto por Pedro Pablo Montoya Cortés, o "Rojas", que era seu chefe de segurança.   Veja também Justiça vai decidir sobre pagamento de recompensa 'Mono Jojoy será o próximo', diz assassino de líder das Farc  Ministro defende ligação da Colômbia com as Farc Por dentro das Farc  Entenda a crise na América Latina  Histórico dos conflitos armados na região    Ivan Ríos (apelido de Manuel J. Muñoz) foi morto na semana passada por Rojas, que se entregou às autoridades colombianas carregando uma mão cortada do líder das Farc, seu passaporte, sua carteira de cidadania e seu computador pessoal.   "A mentira ruim é a arma favorita do governo 'narcoparamilitar' de Uribe e seus seguidores", diz o comunicado divulgado pelo site Resistencia.   Além disso, os rebeldes afirmam que os "agentes do narcotráfico e do império traçaram o plano de propagar a falsa idéia de que as Farc estão se rachando moralmente".   Por outro lado, acrescentam, "informamos à opinião pública nacional e internacional que nossas instâncias superiores trabalham arduamente no esclarecimento dos episódios".   As Farc dizem que suas colunas guerrilheiras "combatem com firmeza e lealdade pela causa revolucionária" em todo o país, o que, afirmam "não impedirá que muito em breve haja informação nossa, crível e respeitável sobre os últimos eventos".   Segundo o comunicado, "comandos americanos acompanham física e tecnologicamente a ofensiva do governo".

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