Farc cortaram em março contato para libertar Ingrid--ministro

Os contatos entre as Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) e as missões humanitáriasque visam à libertação da política Ingrid Betancourt foraminterrompidos no começo de março, quando a Colômbia bombardeouum acampamento rebelde, disse na quarta-feira uma autoridadeequatoriana. O Equador, a França e a Venezuela suspenderam a aproximaçãocom os guerrilheiros desde a morte de um de seus líderes, RaúlReyes, em território equatoriano, durante o ataque colombiano. "Não houve contato com nenhum dos países, não que saibamos.Ainda não temos uma resposta clara da organização que dêindícios de que ela esteja disposta a libertar (os reféns)",disse o ministro de Segurança Interna e Externa, GustavoLarrea, a correspondentes estrangeiros. "Desde primeiro de março ... não voltaram a se pronunciarsobre o tema. Nosso pedido continua a ser a libertação deIngrid Betancourt", acrescentou. As Farc negociaram com o presidente colombiano, ÁlvaroUribe, um acordo humanitário para libertar 40 sequestrados pormotivos políticos, inclusive Betancourt e três cidadãosnorte-americanos, em troca da soltura de 500 guerrilheiros. Ingrid Betancourt está em poder das Farc há mais de seisanos e seu estado de saúde é delicado. A Colômbia reforçou recentemente que os únicos paísesautorizados a fazer intervenções humanitárias em seu territóriosão a França, a Espanha e a Suíça, além da Igreja Católica. O país, que enfrenta uma guerra interna entre as forças dogoverno, os guerrilheiros e paramilitares de extrema direita,impediu que o Equador e a Venezuela participem dessas tarefashumanitárias, apesar do presidente venezuelano, Hugo Chávez,ter conseguido libertar outros reféns neste ano. Apesar do aviso colombiano, o presidente do Equador, RafaelCorrea, disse que tentará restabelecer os contatos com as Farcpara que os reféns sejam libertados, se necessário, em seuterritório. Mas, segundo Larrea, ainda não foi feita nenhumaação neste sentido. "Não entramos (em contato com as Farc). Poderiaeventualmente acontecer como uma ação humanitária", assinalouLarrea, que é acusado pelo governo colombiano de ter seencontrado com as Farc por motivos políticos. (Por Alexandra Valencia)

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