Farc descartam ajuda do Brasil em libertação de reféns, diz revista

Senadora colombiana diz que entrega de dois militares e corpo de policial pode demorar mais de um mês

EFE

10 de janeiro de 2010 | 15h06

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) descartaram a possibilidade de o Brasil oferecer ajuda logística para a libertação de dois militares em poder da guerrilha, informa a nova edição da revista Semana.

De acordo com a publicação, que não especifica os motivos pelos quais as Farc não querem mais o auxílio do Brasil, a guerrilha prefere agora que a Argentina ou a Suécia ajudem na soltura dos reféns.

 

A reportagem também destaca que o governo colombiano já entrou em contato com a embaixada da Suécia, país que "se mostrou disposto a ajudar".

Na terça-feira, a senadora Piedad Córdoba, que faz o papel de mediadora entre as Farc e as partes envolvidas na libertação dos reféns da guerrilha, disse à imprensa que a entrega dos dois militares e do corpo de um policial morto em cativeiro pode demorar mais um mês.

 

"Há 80% de chances de as libertações acontecerem nos primeiros dias de fevereiro. Tudo depende da vontade do Governo e das Farc", afirmou Córdoba.

A congressista disse ainda que ainda não foi definido o país que oferecerá as garantias para a soltura, "já que este não só deve ser aprovado pelas Farc, mas pelo Governo".

 

No começo de 2009, o Brasil ofereceu logística e helicópteros na libertação dos últimos políticos que permaneciam em poder das Farc.

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