Farc designam membro do Estado-Maior após morte de 'Mono Jojoy'

'Pastor Alape' é o novo integrante do Secretariado da guerrilha e 'El médico' lidera o Bloco Oriental

Efe,

27 de setembro de 2010 | 18h47

BOGOTÁ- As Farc designaram nesta segunda-feira, 27, Félix Antonio Muñoz Lascarro, conhecido como "Pastor Alape", como novo membro de seu Secretariado após a morte do chefe militar do grupo, "Mono Jojoy", em um bombardeio das Forças Armadas da Colômbia no qual também morreram outros nove rebeldes, segundo a guerrilha. O governo afirma que 20 guerrilheiros morreram na operação.

 

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Segundo comunicado publicado hoje na página das Farc na web, Lascarro, conhecido nas filas insurgentes como "Pastor Alape" ou "Jose Lisandro Lascarro", é o novo membro da liderança guerrilheira.

 

"Informamos que o comandante 'Pastor Alape' é novo integrante pleno do Secretariado do Estado-Maior central", indica a mensagem.

 

Os rebeldes acrescentam que o Bloco Oriental, liderado até quinta passada por Víctor Julio Suárez Rojas, ou "Mono Jojoy", se chamará a partir de hoje "Bloco Comandante Jorge Briceño", como também era chamado o guerrilheiro nas Farc.

 

Agora, a facção está sob o comando de Wilson Valderrama Cano, apontado no comunicado das Farc como "o comandante Mauricio Jaramillo" ou "El médico".

 

"Pastor Alape" é atualmente o chefe do Bloco Madalena Médio e acusado pelos Estados Unidos de ser um dos principais supervisores do fornecimento de cocaína ao centro da Colômbia.

 

O Departamento de Estado norte-americano oferece uma recompensa de até US$ 2,5 milhões por informações que levem à captura do guerrilheiro.

 

Diálogo

 

No comunicado, as Farc novamente oferecem uma "solução política" para o conflito armado: "uma vez mais, como há 45 anos temos manifestado, reiteramos nossa disposição a buscar a solução política do conflito que consiga abrir caminhos de convivência atacando e superando as causas que o geram".

 

No entanto, os rebeldes insistem que o diálogo não pode ser condicionado "a exigências unilaterais e imóveis, que como a história recente evidencia, tudo o que conseguem é dificultar a tentativa de aproximação".

 

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, já disse que seu governo só dialogará com as Farc se abandonaram o terrorismo e os sequestros.

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