Farc devem aproveitar e selar paz com Uribe, diz embaixador

Embaixador da Colômbia no Brasil diz que libertação de Ingrid e reféns revela eficácia no combate à guerrilha

02 de julho de 2008 | 18h01

O embaixador da Colômbia no Brasil, Tony Jozane Amar, disse nesta quarta-feira, 2, em entrevista à rádio Eldorado que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem aproveitar o resgate da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares que haviam sido seqüestrados para selar a paz com o presidente do país, Álvaro Uribe.  Para ele, a operação do governo colombiano que resultou no resgate dos seqüestrados revela a eficácia das estratégias políticas que vêm sendo adotadas no combate à guerrilha. Ingrid estava em poder da guerrilha havia seis anos. Veja também:Ouça entrevista do embaixador à rádio Eldorado  O drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   O resgate foi feito pelo Exército da Colômbia. E, segundo informações do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, houve uma operação de infiltração, sem deixar feridos. O resgate, que aconteceu no departamento de Guaviare, no sudeste da Colômbia, foi fruto de uma operação de inteligência pela qual agentes do governo se infiltraram na guerrilha, informou a agência France Presse. Segundo o ministro da Defesa da Colômbia, o resgate aconteceu a cerca de 70 km ao sul de San José del Guaviare, capital do departamento, próximo ao rio Apaporis. Vários guerrilheiros - inclusive um líder das Farc identificado como César - foram presos na operação de um grupo de elite das Forças Armadas colombianas. Os reféns americanos - Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Homes - estavam seqüestrados desde fevereiro de 2003 na selva de Caquetá. Eles trabalhavam para a California Microwave Systems, empresa contratada pelo Departamento da Defesa dos EUA para recolher informações sobre as plantações de droga. As Farc os acusavam de ser espiões da CIA, informa o El Tiempo.

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