Farc divergem em libertação de reféns, diz ministro colombiano

Ministro da Defesa revela cartas trocadas entre os líderes da guerrilha que apontam o desentendimento

Efe,

04 de junho de 2008 | 19h32

O ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, revelou nesta quarta-feira, 4, algumas mensagens entre chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), nas quais ficam evidentes divergências internas em relação à libertação unilateral de personalidades seqüestradas pela guerrilha.   Veja também Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     Segundo as mensagens, Jorge Briceño Suárez, conhecido como Mono Jojoy, "discordava" da libertação, entre outros, de Clara Rojas, vice na chapa da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.   Nas mesmas mensagens, o chefe militar das Farc mostra seu desacordo com declarações de outros líderes rebeldes, disse Santos. O ministro afirmou também que o guerrilheiro Pedro Antonio Marín, conhecido como Manuel Marulanda ou 'Tirofijo', morreu "de susto", pelos bombardeios contra seu acampamento.   A afirmação foi feita por Santos ao indicar que, nos esconderijos do líder e fundador das Farc, foram lançadas "12 toneladas de bombas" no final de março em uma zona montanhosa do sul do país.   As Farc reconheceram em 25 de maio que Tirofijo morreu em 26 de março "de um ataque cardíaco nos braços de sua namorada e de seu guarda pessoal."

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