Farc diz que operação para matar Reyes foi executada por EUA

Comandante da guerrilha questiona versão oficial do contéudo do computador do rebelde achado na região

Efe,

19 de março de 2008 | 18h18

Um comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmou nesta quarta-feira, 19, que a operação militar no Equador que matou Raúl Reyes foi executada pelo Exército americano. Em declaração divulgada pelo canal Telesur, o comandante disse que "a operação levada a cabo pelo comando do Exército americano e seus subalternos na Colômbia foi uma violação a lei internacional, a soberania e ao território de um país irmão." Veja também:Farc anunciam nomeação de substituto de Iván RíosSenadora colombiana descarta libertação de mais reféns das Farc Na operação da Colômbia contra as Farc no Equador, além de Raúl Reyes, número 2 na hierarquia da guerrilha, foram mortas outras 24 pessoas. A incursão desencadeou uma crise diplomática entre os países sul-americanos.  "Nem argumentos como a defesa preventiva ou a guerra ao terrorismo podem justificar tão abominável ação", afirmou o comandante das Farc. A guerrilha também pediu ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, "apresentar os 11 detidos, que o país reconheceu manter em seu poder, a Rafael Correa", presidente equatoriano. Na declaração, as Farc também puseram em dúvida o conteúdo dos computadores achados no acampamento em que se encontrava Reyes. "Nem se tivesse uma blindagem oficial poderia resistir ao bombadeio que pulverizou tudo ao seu redor", afirmou o comandante. Segundo a versão oficial, os computadores continham arquivos que apontavam que os governos do Equador e Venezuela negociavam material bélico com a Líbia. "Não recebemos nem dólares nem armas de ninguém. O único que desembarcou com milhões e milhões de dólares e armas de destruição de todos os tipos foram os EUA", acrescentou a guerrilha. "Toda mídia foi ativada para mentir e vomitar fogo contra o Equador, Venezuela e contra as Farc." Concluindo a declaração, as Farc convocaram novamente os colombianos a um "grande acordo nacional que nos permitam estruturam uma política alternativa de governo", por intermédio de negociações.

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