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Farc dizem que 'não têm pressa' para libertar reféns

Mãe de Ingrid Betancourt pede cautela sobre possível libertação da filha anunciada por deputada colombiana

Associated Press e Efe,

11 de fevereiro de 2008 | 15h09

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) avançam "sem pressa nem pausas" na libertação dos outros três reféns prometidos ao governo venezuelano, segundo afirmou um dos líderes rebeldes, Raúl Reyes, um dos sete membros da direção da facção. Ele classificou ainda como "miserável" o juiz que condenou em janeiro a 60 anos de prisão um dos integrantes da guerrilha, de acordo com uma entrevista divulgada nesta segunda-feira, 11. Há uma semana, por meio de um comunicado, as Farc anunciaram a libertação de Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, ex-congressistas colombianos que fazem parte do grupo de 43 reféns que as Farc consideram passíveis de troca e que inclui a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt. No sábado, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que não há tempo estipulado para a libertação dos três reféns e que está trabalhando "sem pressa e sem pausa" para resgatá-los, com a mesma expressão usada pelo rebelde nesta segunda. Chávez também disse que espera que as coordenadas do local em que serão libertados os três ex-congressistas seja a última informação que irá receber. Reyes afirmou ainda que, assim como Chávez e o presidente do Equador, Rafael Correa, lembraram, o território das Farc não tem limite com os dois países, mas também com o Panamá, o Peru e o Brasil. O chefe rebelde falou para a Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol), que tradicionalmente publica em seu site na internet comunicados e declarações da guerrilha. O guerrilheiro disse que o processo em Washington contra "Simón Trinidad", nome de guerra de Ricardo Palmera, um dos principais líderes das Farc, foi um "juízo político miserável, ruim, construído em injúrias, calunias, mentiras e artimanhas fabricadas, para destruir as férreas convicções revolucionárias de Simón". Reyes falou ainda que assim como "Sonia", nome de combate de Anayibe Rojas - também detida nos EUA-, Simón é parte substancial da troca de seqüestrados por rebeldes presos. Segundo a BBC, Trinidad foi condenado por conspirar para o seqüestro de três cidadãos americanos. A ação ocorreu em 2003, no sul da Colômbia. Os três americanos, Marc Gonsalves, Keith Stansell and Thomas Howes, trabalhavam para a empresa de defesa Northrop Grumman em missões de vigilância antidrogas e foram capturados quando o avião em que viajavam caiu em uma área controlada pela guerrilha. Os americanos ainda permanecem em poder das Farc. Em novembro do ano passado, eles apareceram em um vídeo divulgado pelo governo colombiano, que trazia imagens de 16 reféns do grupo rebelde. Ingrid Betancourt Yolanda Pulecio, mãe da franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia seqüestrada em 2001, pediu cautela após as declarações da deputada colombiana opositora Piedad Córdoba sobre uma breve libertação de sua filha. "Tenho confiança na libertação de Ingrid e esta é uma grande notícia, mas acredito que é necessário ter cautela", disse Yolanda no domingo. Ela respondia sobre uma entrevista da deputada para uma emissora francesa em que Piedad pediu para "a França e a comunidade internacional" "tenham a certeza de Ingrid será libertada em pouco tempo." Ingrid Betancourt foi seqüestrada com Clara Rojas, libertada em janeiro com a deputada colombiana Consuelo González. A franco-colombiana faz parte do grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca por cerca de 500 guerrilheiros detidos.

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