Farc dizem que reféns só serão soltos com troca humanitária

Nota cita dificuldades do enfrentamento contra "o império mais poderoso e perverso que jamais existiu"

20 de dezembro de 2008 | 15h55

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ratificaram que as 28 pessoas que mantêm como reféns só serão libertadas através de um acordo de troca humanitária por 500 guerrilheiros presos.   "Reiteramos que não voltaremos atrás em nosso empenho para cristalizar o acordo humanitário", informou o Estado-Maior da frente 33 da organização, que atua na fronteira nordeste com a Venezuela, em nota divulgada neste sábado.   Na nota, de 6 de outubro, a guerrilha cita as "dificuldades próprias de um confronto contra o império mais poderoso e perverso que jamais existiu ao longo da história da humanidade (Estados Unidos); de neutralizar a ofensiva tecnológica e superar problemas técnicos e humanos".   O Secretariado também se referiu à morte, em março, do fundador e chefe máximo das Farc, Manuel Marulanda; da morte pela mesma época do porta-voz internacional, Raúl Reyes, em um bombardeio no Equador, e do assassinato por parte de um desertor de Ivan Ríos, membro do comando central, como os dois anteriores.   Os guerrilheiros anunciaram que seguirão seu trabalho com os setores que compartilham a idéia de que o confronto não é o caminho para o país, e também "explorando caminhos, buscando formas e trabalhando roteiros que nos permitam chegar ao acordo humanitário".   Este acordo será o "passo inicial para começar com um processo de diálogo que desemboque na paz com justiça social", expressou o Secretariado, que, desde 1998, insiste em um consenso desse tipo para resolver o problema dos seqüestrados.   Por grandes divergências, entre elas a rejeição do Governo à abertura de uma zona neutra, o Executivo do presidente Álvaro Uribe e as Farc não assumiram a negociação de um acordo.

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