Farc dizem ter cometido erro na custódia de deputados mortos

Grupo guerrilheiro diz que políticos, detidos desde 2003, morreram durante ´fogo-cruzado´

Javier Mozzo Peña, da Reuters

10 Julho 2007 | 15h22

A maior guerrilha esquerdista da Colômbia afirmou nesta terça-feira, 10, ter cometido um erro em relação à custódia de 11 ex-deputados mortos no cativeiro e disse que tentará entregar os corpos deles com rapidez. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disseram que, na metade de junho, quando morreram 11 dos 12 ex-deputados seqüestrados em 2003, unidades de paramilitares ultradireitistas e do Exército realizaram ações conjuntas de "grandes dimensões". "Falhamos em nossa missão de garantir a segurança dos prisioneiros e de trocá-los, depois de mais de cinco anos de negativas do governo", afirmou o grupo insurgente em uma declaração. "Mas continuaremos investigando para saber qual força realizou o ataque contra o acampamento (onde estavam os reféns) até esclarecer esta tragédia que serviu apenas para deixar de luto os lares dos deputados", acrescentou a guerrilha. A declaração apareceu publicada em um site das Farc. O grupo rebelde pediu na segunda-feira que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) recolha os cadáveres. Os ex-deputados integravam um grupo de reféns que as Farc desejam trocar por guerrilheiros presos. Fazem parte desse grupo três norte-americanos, a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt e outros políticos.

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