Farc entregam quatro turistas seqüestrados à Cruz Vermelha

Grupo foi seqüestrado em 13 de janeiro no litoral do Pacífico; dois continuam sob poder da guerrilha

Efe,

06 de março de 2008 | 01h35

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entregaram nesta quarta-feira, 5, a uma missão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) quatro turistas seqüestrados em meados de janeiro no litoral do oceano Pacífico, informaram fontes militares regionais. Os reféns foram entregues em um ponto das selvas do departamento (estado) de Chocó, disse o coronel Héctor Águas. O militar afirmou na cidade litorânea de Bahia Solano que a libertação dos seqüestrados lhe foi informada pelos responsáveis da operação humanitária, que viajam com eles em direção a Quibdó, a capital de Chocó. "Fomos informados de que (os libertados) se encontram em muito bom estado de saúde", acrescentou Águas. O militar informou ainda que o CICV vai revelar nesta quinta-feira, 6, a identidade dos seqüestrados e as circunstâncias da missão. A imprensa local disse que entre os libertados está a bióloga Ana María Aldana Serrano, uma professora universitária. O grupo de ex-reféns seria completado por César Hoyos Benítez, proprietário de um hotel de Nuquí; Hernando Martínez Rodríguez, professor do Serviço Nacional de Aprendizagem (Sena, estatal), e o comerciante José Arnulfo Rodríguez Barrera. As Farc ainda mantêm em cativeiro o professor universitário Alf Onshuus Niño, marido de Ana María Aldana Serrano, e o estudante José Alejandro Torres Hoyos. A guerrilha seqüestrou estes turistas no dia 13 de janeiro em Nuquí, no litoral do Pacífico, cerca de 800 quilômetros ao oeste de Bogotá. Os viajantes foram seqüestrados quando navegavam por Morro Mico, paragem entre Nuquí e o Parque Nacional Natural da enseada de Utría. A embarcação era ocupada por 19 pessoas, e os insurgentes decidiram seqüestrar seis delas. Na ocasião, as autoridades atribuíram o caso à frente 57 das Farc, que estende sua atividade até a fronteira oeste com o Panamá.

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