Farc entregarão provas de vida de três reféns americanos

Segundo política colombiana, acordo foi acertado durante encontro entre Chávez e guerrilheiro na quinta-feira

REUTERS

09 de novembro de 2007 | 17h20

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entregará provas de vida dos três americanos seqüestrados em 2003 no sul do país, afirmou nesta sexta-feira, 9, a senadora colombiana Piedad Córdoba. Veja também:Uribe anuncia reunião após encontro de Chávez com FarcChávez minimiza protestos cantando no ChileFarc aprovam mediação de Chávez Comunidade estudantil acusa Chávez por violênciaPartidários e opositores de Chávez se enfrentam no ChileChávez está entre os cinco mais sexy da Venezuela Córdoba, que atua como mediadora para um acordo de libertação de reféns das Farc, disse à emissora colombiana Caracol que esta promessa foi feita na quinta-feira, 8, por Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", membro da cúpula do movimento rebelde. O insurgente se reuniu na quinta-feira em Caracas com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também tenta um acordo entre o governo colombiano e as Farc para a libertação dos reféns. "A carta que 'Ivan Márquez' me entregou ontem responde dizendo que serão entregues provas de vida dos americanos, o que me parece um avanço importantíssimo, porque eles não queriam isso", afirmou a parlamentar, que participou da reunião entre Chávez e o rebelde. As Farc seqüestraram em fevereiro de 2003 os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonçalves, depois de provocar a queda do pequeno avião no qual eles recolhiam informação sobre narcóticos em Caquetá, 400 quilômetros ao sul de Bogotá. Os três americanos foram incluídos na lista de políticos, soldados e policiais que devem ser trocados por cerca de 500 guerrilheiros presos.  A senadora pediu ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, que facilite uma reunião de Chávez com o chefe das Farc, Pedro Antonio Marín, mais conhecido como "Manuel Marulanda". Entre os 45 reféns das Farc também está a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt. A senadora Córdoba lembrou que, tal como Chávez mencionou na quinta-feira, as Farc também se comprometeram a dar provas de vida dela.  Otimismo americano Também nesta sexta-feira, o embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, disse que o trabalho de mediação do presidente venezuelano deve levar à libertação de reféns.  "No fim, devemos lembrar que há um propósito para isto, e não é manter reuniões, falar de detalhes; o propósito deste processo é conseguir a libertação de todos os seqüestrados que estão em mão das Farc", afirmou Brownfield.  O diplomata classificou como positiva a reunião de Chávez com o líder guerrilheiro e as provas de vida dos reféns que o grupo se comprometeu a enviar, mas reiterou que o objetivo final deve ser a libertação dos seqüestrados.

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