Farc esperam que Copa do Mundo estimule 'reconciliação' na Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) esperam que as emoções da participação da seleção colombiana na Copa do Mundo despertem um espírito de reconciliação no país, onde o grupo guerrilheiro mantém viva a sua insurgência há cinco décadas.

REUTERS

13 de junho de 2014 | 17h09

“Todos sonhamos que o futebol, no caminho do respeito e da tolerância, possa nos oferecer a esta altura um momento de alegria e entretenimento que acalme as consciências e ajude a encontrar o caminho da reconciliação de uma forma melhor”, declarou a liderança das Farc em uma mensagem de boa vontade ao técnico da seleção, José Pekerman.

A Colômbia enfrenta a Grécia no sábado às 13h (horário de Brasília) em Belo Horizonte, a sua primeira participação na Copa desde 1998, com grandes esperanças de um desempenho convincente mesmo sem o atacante contundido Radamel Falcao.

Analistas políticos dizem que a euforia na Colômbia se a seleção vencer no sábado pode beneficiar o presidente, Juan Manuel Santos, no segundo turno da eleição presidencial no domingo. Ele concorre a um segundo mandato e está empatado com o opositor, Óscar Iván Zuluaga.

O governo e as Farc, que ganharam força a partir de um movimento camponês em busca de reforma agrária, estão em negociação desde 2012 para tentar acabar com uma guerra interna que já matou 220 mil pessoas.

(Reportagem de Peter Murphy)

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